Em cartaz · exposição individual
Petricor
o cheiro da chuva
Texto curatorial
A terra como
matéria-prima
Utilizando a terra como matéria-prima, Delírio produz suas próprias tintas, com texturas, cheiros e múltiplos tons capazes de nos guiar por caminhos íntimos e coletivos ao mesmo tempo.
Nesta exposição, intitulada Petricor, que é o nome do cheiro da terra seca ficando molhada pela chuva, a artista provoca emoções que nos fazem mergulhar no instante. A sinestesia presente em Vento corredor e a leveza de Vou morar no ar, por exemplo, nos fazem enxergar nuances que até então estavam camufladas.
Nas obras da série Território Vivo, Delírio se aproxima da linguagem da aquarela, utilizando geotinta e nankim. Os sedimentos de rocha sobre o papel criam um misto de sensações, e o que era pesado passa a parecer leve: é um convite para respirarmos fundo e aterrarmos nossos pés.
William tRAPo
12 obras
As obras
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